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Cultura

Um Porto aberto às artes de rua em fins de semana de tirar o chapéu

Joao Fitas

A primeira edição do “Porto Busker Fest” realiza-se durante todos os fins de semana de agosto, com 60 espetáculos em espaços públicos, a cargo de 25 artistas de rua. A iniciativa tem início este sábado

Estende-se o chapéu da arte e a cultura é moeda de troca na primeira edição do “Porto Busker Fest” (PBF), evento tirado da cartola para aquecer a baixa da Invicta, transformada num palco a céu aberto para 60 espetáculos, a cargo de 25 artistas de rua - nacionais e internacionais -, ao longo das tardes estivais dos fins de semana de agosto.

A animação fica garantida, ao virar da esquina, em 15 “palcos improvisados”, com o encanto das acrobacias, da dança, do teatro, do clown, das estátuas-vivas, dos truques de magia, num ciclo harmonizado pela música, onde na manga cabe também a comédia. É a arte a passear pela cidade, piscando o olho aos transeuntes e turistas, na ânsia de quem pare, escute, olhe e deixe cair uns trocos como sinal de reconhecimento.

O certame arranca este sábado e domingo com 13 espetáculos, repartidos pelas ruas do Bonjardim e de Santa Catarina, bem como nas praças da Batalha e dos Poveiros. As atuações ficam a cargo do músico Jah Radio, do grupo “The Bassment”, do comediante ambulante Diogo Duro, enquanto da Polónia chega o mágico Ola Muchin, cruzando-se com Juan Abalos, o performer argentino que atravessa o Atlântico para atracar no Porto.

Mas, afinal, em que consiste o ‘busking’? O conceito, trocado por miúdos, “tem a ver com artistas de rua que vivem dessa atividade e que pedem dinheiro ao público, passando o chapéu, durante ou após os espetáculos”, começa por explicar Rui Miguel Silva, um dos mentores da iniciativa, juntamente com Nuno Lacerda.

Joao Fitas

A ideia de dar visibilidade e agregar artistas de rua num único evento - que no futuro pode assumir-se como um festival, diz o responsável - passa também por “aproveitar o 'boom' turístico, um pouco à imagem do acontece noutras cidade europeias”, uma vez que em Portugal “dar dinheiro a um artista de rua ainda não é uma prática enraizada, enquanto que noutros países o trabalho destas pessoas é altamente reconhecido”, acrescenta o produtor de 48 anos.

O PBF, integrado no programa “Verão é no Porto”, é dinamizado conjuntamente pela Porto Busker e pela Câmara do Porto, através da empresa municipal Porto Lazer. "A ideia é assegurar a continuidade todos os anos e fazer com que o festival vá crescendo", frisa Rui Miguel Silva. A programação integral pode ser consultada AQUI.