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A história do filme amaldiçoado de Terry Gilliam

“O Homem Que Matou Dom Quixote” é o projeto maior da vida do ex-Monty Python, um filme com rodagem em Portugal e envolto numa disputa de direitos com Paulo Branco. Estreou-se em Cannes quase 30 anos depois do primeiro esboço

Quando Terry Gilliam acabou de ler “Dom Quixote de La Mancha” logo percebeu que se tratava de uma história impossível de rodar, mas já era demasiado tarde para desistir. Tinha decidido que esse seria o seu próximo projeto — viria a ser o de uma vida, no entanto o membro norte-americano dos Monty Python estava longe de imaginar que fosse esse o seu fado —, pelo que não havia como voltar atrás. Havia também de perceber que sempre que tentava pôr “Dom Quixote” de pé isso o levaria a falhar e a seguir para um filme diferente. E que depois desse viria uma nova versão do filme impossível. E uma nova película nos cinemas, que o levaria a tentar uma vez mais. Ao longo de quase 30 anos.

Chegou a olhar para o seu projeto como “um daqueles pesadelos que nunca desaparece até que o ultrapassas” e parece que desta vez ultrapassou-o, mas o que hoje vive é ainda um sonho lúcido. Os problemas legais em torno de “O Homem Que Matou Dom Quixote”, nome definitivo do filme definitivo, continuam e a história estará longe do fim, mesmo que a distribuição internacional da longa-metragem já tenha começado. Mas essa é outra história, para contar nos créditos finais de um texto de avanços e recuos, pois ninguém quer olhar para o cinema de forma linear (que isso é televisão e televisão Gilliam também fez muita e com muito sucesso).

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