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Casa da Música gira “À Volta do Barroco”

D.R.

O festival “À Volta do Barroco” leva o público a revisitar a sumptuosidade da música do período cultural dourado, entre esta terça-feira e 14 de novembro. O regresso ao Porto do agrupamento vocal britânico “The Tallis Scholars” é um dos principais destaques

André Manuel Correia

A Casa da Música (CdM) abre novamente as portas ao virtuosismo e exuberância do barroco, período dourado para a cultura e música ocidental durante os séculos XVII e XVIII. O festival “À Volta do Barroco” leva até à emblemática sala de espetáculos do Porto um conjunto de sete concertos, com destaque para o já esgotado “Requiem de Mozart”, dirigido musicalmente por Leopold Hager, e ainda o regresso de um dos mais aclamados ensembles vocais a nível mundial, os britânicos “The Tallis Scholars”, para encerrar em grande a programação a 14 de novembro.

O primeiro espetáculo do ciclo decorre esta terça-feira, pelas 19h30, com o recital do cravista Fernando Miguel Jalôto, da Orquestra Barroca Casa da Música, a interpretar obras de Froberger (“Suite nº 30, FbWV 630”), Bach (“Suite Inglesa nº 2, BWV 807”) e Händel (Suite nº 3, HWV 428”).

No ano em que a CdM celebra a cultura britânica, o concerto de abertura apresenta três suites de outros tantos compositores germânicos, mas sempre com Londres no horizonte, retratada musicalmente pelo “ultrassentimental” Froberger, Handel ou através de uma das célebres suites inglesas de Johann Sebastian Bach. “Um dos instrumentos mais emblemáticos do barroco é, sem dúvida, o cravo e é por isso que o festival abre com um recital para este instrumento”, explica ao Expresso António Jorge Pacheco, diretor artístico da Casa da Música.

No sábado, pelas 18h, é feita uma incursão musical até Viena, no momento em que a Orquestra Sinfónica e o Coro da Casa da Música subirem ao palco da Sala Suggia, dirigidos por Leopold Hager, especialista em classicismo, para interpretar o mais célebre “Requiem” de todos os tempos, a missa que Mozart deixou por terminar quando a doença o venceu em 1791.

A 5 de novembro, a CdM será invadida por “Reflexos Barrocos”, espelhando a influência do período dourado nas obras de compositores contemporâneos. O espetáculo divide-se em duas partes, a cargo do Remix Ensemble e da Orquestra Barroca, e conta com um repertório no qual se encontram peças como “Vernal Showers” (1992), de James Dillon, ou “Silbury Air” (1987), de Sir Harrison Birtwistle. “O património musical do barroco é eterno e muitas das suas invenções continuam bem presentes na música dos nossos dias”, frisa o diretor artístico da Casa da Música.

O ciclo conta ainda com os seguintes espetáculos: “Tradição Concertante” (7 novembro), onde se inclui o “Concerto para violino e orquestra”, de Ligeti; “Viena Clássica” (dia 10; e “Noturnos” (dia 12), com destaque para a estreia nacional de “The Moth Requiem”, mais uma obra da autoria de Birtwistle.

A programação encerra a 14 de novembro com o regresso à Casa da Música do ensemble vocal britânico “The Tallis Scholars”, dirigido pelo maestro Peter Philips e com mais de dois milconcertos realizados em todo o mundo. Há dois anos esgotaram a Sala Suggia e agora retornam a Portugal para dar voz a “obras-primas da polifonia britânica” do séc. XVI, como descreve António Jorge Pacheco. O repertório revisita compositores como William Byrd (“Missa a 4 vozes” e “All Saints Proper”), Robert White (“Christe qui lux IV” e “Exaudiat te”) e John Taverner (“O splendor gloriae”).

A edição de 2016 do “À Volta do Barroco” contou com seis concertos, nos quais marcaram presença um total aproximado de cinco mil pessoas.

A programação completa e outras informações podem ser consultadas AQUI.