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“A morte dele é a morte de um pedaço de mim”: Henrique Monteiro escreve o obituário de Charles Aznavour

Ele um dia cantou assim: “A miséria será menos penosa ao Sol”. Ele, que proclamou coisas com este poder, morreu na madrugada deste domingo para segunda-feira. Tinha 94 anos e Charles Aznavour é o nome pelo qual será lembrado. Porque haverá um espaço para ele nos livros de História que hão de contar o nosso tempo e Henrique Monteiro explica porquê

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Shahnour Vaghinagh Aznavourian

Pois foi um tipo com um nome assim, como o que está na frase anterior, que se tornou um dos maiores cançonetistas franceses em todo o mundo. Não digo o maior (porque há Bécaud, Brassens, Ferré e outros para lhe dar luta) e menos de língua francesa, onde Brel tem um lugar inatacável. Mas, para quem como eu é da geração que ainda cantou em francês e leu o ‘Salut les Copains’, a morte de Charles Aznavour, que foi esta madrugada para o Olimpo (logo ele que era mais de ir ao Olympia, a mítica sala de Paris nos seus anos de ouro), é a morte de um pedaço de mim.

Um dia dei comigo a discutir com alguém da nova geração que a canção ‘She’ não era de Elvis Costello mas de Aznavour e composta e cantada por um francês, com letra de um sul-africano chamado Herbert Kretzmer. Ninguém acreditou até irmos confirmar a coisa no sítio do costume.

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