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A veloz mudança em Angola

Longe da agitada marginal de Luanda, longe do centro do poder na Cidade Alta, o epicentro das atenções dos angolanos está hoje na cadeia de S. Paulo. Será verdade? Será que o filho do ex-todo-poderoso José Eduardo dos Santos habita uma cela do Hospital-prisão de S. Paulo onde Luaty Beirão esteve em greve de fome há dois anos sob acusação de alegada tentativa de golpe de Estado contra o ex-todo-poderoso José Eduardo dos Santos? Os repórteres da agência Lusa dão conta do que encontraram à porta da cadeia, da incredulidade dos muitos angolanos que até ali foram para confirmar o facto no local, porque nunca esperaram ver a Justiça abanar personalidades do “antigo regime dos Santos”.

O “antigo regime dos Santos” terminou apenas há cerca de um ano. A 26 de setembro de 2017 João Lourenço tomava posse como novo Presidente de Angola, mantendo-se como vice-presidente do MPLA. Um figura até então apagada, que poderia corporizar uma transição lenta ou pacífica, um general, homem do partido, ex-ministro da Defesa. Ao longo da campanha eleitoral para as presidenciais de agosto de 2017 expressou repetidamente a vontade de atacar a corrupção. Anteriormente, ao nível do discurso, José Eduardo dos Santos também o disse várias vezes, ao longo dos anos, para dentro do partido e para a sociedade. Mas ficou-se pelas palavras. Há escassas semanas, a 8 de setembro, o ex-Presidente José Eduardo dos Santos deixou de vez o palco político de Angola que pisou ao longo de quase quatro décadas. Foi no congresso do MPLA em que João Lourenço completou as rédeas do poder com a presidência do partido.

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