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Crónica

Renato Lessa

Renato Lessa

O ex-diretor da Biblioteca Nacional do Brasil

Assalta-me a alucinação de que o Museu Nacional não ardeu: ele, na verdade, deixou de existir

O ex-diretor da Biblioteca Nacional do Brasil Renato Lessa evoca as memórias dos tempos em que acompanhava o pai, catedrático de Antropologia, nas aulas que este dava no Museu Nacional, para dizer que o Museu foi vítima da dura reversão civilizatória que se abateu sobre o Brasil. E relata a repressão da Guarda Municipal sobre quem queria ver os sinais do brutal incêndio

Uma catástrofe abateu-se sobre todos nós. Supressão de uma parte do mundo, para gerações que viveram numa paisagem na qual o Museu Nacional ocupava lugar natural e saliente. Não é o caso de proceder a biografismos, mas não posso evitar a lembrança de, ainda miúdo, ter acompanhado algumas aulas de meu pai - catedrático adjunto de História Natural e Biogeografia da então Universidade do Brasil (depois Universidade Federal do Rio de Janeiro) -, há mais de meio século, em meio a fósseis e coleções botânicas e zoológicas, em meio a visitas ao Museu, com seus estudantes.

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