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Débora Dias

Débora Dias

Historiadora e investigadora

A Alexandria brasileira num país em ruínas

A historiadora e investigadora brasileira Débora Dias escreve sobre o incêndio do Museu Nacional do Brasil e da relação da tragédia com aquilo que considera o “aprofundamento vertiginoso do descaso com a Cultura” e a “desimportância da Educação” registado nos últimos anos no país

As bibliotecas são uma espécie de escada entre o passado e futuro que alveja não só deixar testemunho, mas também salvaguardar a continuação da humanidade como cultura, ainda que sob o permanente risco de ruína, seja por dispersão, seja por aniquilação, seja por fatalidade, ou seja por ação deliberada, como acontece nas muitas tentativas de controle do pensamento e de destruição do escrito.

No último domingo (2/9), o Brasil escreveu um novo capítulo dessa História. Entre os milhões de artefactos destruídos com o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, queimaram duas bibliotecas, incluindo mais de 537 mil livros, e um centro de pesquisa com referências de povos indígenas ameríndios, documentadas há pelo menos 200 anos, conforme divulgado.

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