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Expresso

Antes pelo contrário

Notas de rodapé

PSD está perdido em parte incerta e a direita faz de Mário Crespo o seu herói, José Sócrates entretém-se a tentar calar colunistas. O essencial fica de fora do debate político quando se debate o que mais conta no Parlamento: o Orçamento do Estado.

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)

<#comment comment="[if gte mso 9]> Normal 0 false false false MicrosoftInternetExplorer4 <#comment comment="[if gte mso 9]> <#comment comment=" /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-parent:""; margin:0cm; margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 {size:612.0pt 792.0pt; margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt; mso-header-margin:35.4pt; mso-footer-margin:35.4pt; mso-paper-source:0;} div.Section1 {page:Section1;} "> <#comment comment="[if gte mso 10]> Existisse em Portugal uma direita digna desse nome e estaríamos a debater o défice, o endividamento público, o peso do Estado na economia e o papel dos privados no combate ao desemprego. Estaríamos a discutir o conselho do FMI para reduzirmos os salários dos nossos trabalhadores para aumentar a competitividade.

Fossem os partidos à esquerda do PS vistos como verdadeiras alternativas de poder e o país estaria a discutir se queremos o modelo sueco, finlandês e dinamarquês,  que aposta em mais receitas fiscais e mais despesa pública, ou o modelo romeno, búlgaro e lituano, que prefere um Estado magro nas receitas e nos gastos. Estaríamos a discutir políticas públicas de emprego e a discutir se o nosso problema é termos salários demasiado altos para as nossas possibilidades ou termos a sociedade mais desigual de toda Europa em que apenas alguns vivem muito acima das nossas possibilidades.

Estivesse o PS interessado em governar e estaria a explicar porque reduz o investimento público quando fez dele o seu cavalo de batalha e como podem as grandes obras criar emprego agora.

Houvesse políticos neste país e cidadãos interessados na política e o debate sobre o Orçamento do Estado seria o momento alto da democracia parlamentar.

Houvesse jornalismo empenhado nessa democracia e estaria o país a tentar compreender o que está por de trás dos números do Orçamento do Estado, para além de frases feitas em economês e as verdades lapidares que disfarçam cartilhas ideológicas.

Como nada disto se passa, resta o escândalo e as conversas de restaurante. Sem líder e sem norte, a direita põe as suas esperanças em Mário Crespo, como as pôs em José Manuel Fernandes ou Manuela Moura Guedes. Sem compostura e sem ideias, o PS entretém-se a tentar calar jornalistas e colunistas. Sem horizonte de poder, o resto da esquerda não consegue fazer passar o seu discurso no meio do burburinho da espuma dos dias.

O que é relevante é nota de rodapé. O que é acessório está no centro do debate. É este o nosso défice democrático. Porque falta o confronto político com alternativas claras, sobra a arrogância infantil de José Sócrates e o nulo absoluto em que se transformou o PSD.