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Um euro vale quantas democracias?

Como se vê pela reação pífia da Europa à agenda xenófoba do governo italiano, não é a imposição de uma soberania nacional excludente que incomoda Bruxelas. O que incomoda é a parte democrática da soberania, que faz os orçamentos dependerem de pessoas eleitas pelo povo. É o preço do euro. Pois é. Ele vale quantas democracias?

Antes de começarmos a escavar trincheiras apenas quando nos dá jeito, é bom recordar que a Europa não impôs nada a Itália no que toca à sua política de imigração e recepção de refugiados. Pelo contrário, não só o governo de extrema-direita conseguiu paralisar qualquer política europeia para os refugiados, como conseguiu dar o tom à cimeira de junho, que se ficou pela criação de plataformas de desembarque, (a maioria delas fora da União Europeia), centros controlados e reforço de vigilância das fronteiras e uma “estreita cooperação com países terceiros” (ler: vergonhoso acordo com a Turquia). Em resumo, o que faz do governo italiano tudo o que um democrata com preocupações de direitos humanos recusa não só está intacto como ganha cada vez mais peso na União.

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