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WhatsApp, Bolsonaro?

Nas eleições brasileiras, o grande protagonista foi o WhatsApp, uma rede social muito mais fechada e balcanizada, onde a informação circula fora dos olhares indiscretos da descrença. Segundo a “Folha de São Paulo”, 97% das notícias disseminadas pelos apoiantes de Bolsonaro eram falsas. Uma tal dimensão tóxica, ainda por cima espalhada longe dos olhos da crítica, é impossível de desmentir

Em “Elephant”, o realizador Gus van Sant socorre-se de uma lenda hindu para tentar explicar a complexidade das várias razões de uma tragédia como a do massacre na escola de Columbine: seis homens cegos aproximam-se de um elefante. O primeiro pensa estar perto de uma parede, o segundo de uma lança, o terceiro de uma cobra, o quarto de uma árvore, o quinto de uma ventoinha, o sexto de uma corda. A conclusão é a de que cada um deles apenas podia perceber a realidade através da sua própria perspetiva, demasiado próxima. De cada vez que um demagogo de perfil autoritário ganha umas eleições tentamos apresentar uma chave para compreender um acontecimento que há poucos anos nos parecia impossível. Além de todos sermos toldados pela nossa perspetiva e pela nossa agenda, uns concentram-se excessivamente no que é particular àquele país, outros recusam-se a sair de uma explicação global.

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