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Bolsonaro não é o candidato contra a elite

Entre quem tem mais de 10 salários mínimos os índices de rejeição de Fernando Haddad, candidato do PT, chegam aos 57%. No mesmo grupo, Bolsonaro tem um índice de rejeição de 37%. Entre os eleitores com menos de dois salários mínimos, a posição inverte-se: Bolsonaro tem uma rejeição de 48% e Haddad fica-se pelos 20%

Sobre as razões políticas para a possibilidade de Bolsonaro vencer, no deserto político que se instalou na direita brasileira, escreverei na edição semanal do Expresso. Aqui, quero apenas desmentir esta fantasia: que Jair Bolsonaro é um representante da fúria popular contra a elite. É fácil acreditar nessa ideia simples de que a força de Bolsonaro resulta de um povo pobre e desesperado, disposto a apoiar uma figura grotesca por estar cansado da elite. Essa é parte da sua retórica (a outra é contra os bandidos), é essa a retórica dos seus apoiantes. Mas ela choca com os números. Segundo as sondagens, Bolsonaro tem 40% de apoio entre os brasileiros mais ricos, 38% de apoio entre quem tem um curso superior e 37% de apoio no sul. Tudo acima da sua média. Ou seja, Bolsonaro tem um forte apoio na elite brasileira. Muito mais do que entre os pobres.

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