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Da agonia da CP ao descaramento do CDS

A atual administração não soube responder ao colapso da CP. Mas convenhamos que é um pouco demais ver o CDS a fazer de porta-voz dos protestos. De 2013 a 2017 o presidente da CP, nomeado por Passos Coelho, foi Manuel Queiró, ex-deputado, ex-governante e quadro dirigente do CDS. E é da sua administração o maior desinvestimento, a maior quebra de passageiros e o maior endividamento que a CP conheceu

A greve da CP, esta semana, voltou a pôr o colapso dos transportes ferroviários na agenda mediática. E este é o bom momento para regressar a um tema que marcou o verão e que, como é costume nestas coisas, foi descontinuado depois de uns números mediáticos. Que o PCP faça da questão da CP uma bandeira, como fez na visita da segunda-feira às oficinas do Entroncamento (para defender que EMEF volte a ser integrada na empresa), parece-me normal. Que o CDS o tenha feito no verão, parece-me mais estranho. Não por um ser de direita e outro de esquerda, mas pelas responsabilidades que um não tem e outro tem no estado a que chegámos.

Num dos seus vários trabalhos sobre o estado da ferrovia, o “Público” FEZ SABER, no final de julho, que os horários da CP iriam ser reformulados, com a redução da oferta de comboios em praticamente todas as linhas. A razão era simples: falta de material circulante agravada pela falta de pessoal nas oficinas. Cada vez menos comboios, cada vez mais velhos, cada vez mais degradados. Não foi uma coisa que tivesse sucedido de um dia para o outro, como a polémica do verão pareceu fazer crer. A atual administração, que tomou posse há um ano, é que parece não ter dado por isso e limitou-se a ir substituindo comboios por autocarros e às vezes nem isso. E as supressões começam já a afetar os serviços suburbanos.

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