Siga-nos

Perfil

Expresso

Polarização, justicialismo e desprezo pelas instituições. Os nossos populistas

A nossa direita populista vê as instituições democráticas do Estado como um empecilho ao mercado totalmente livre, é revolucionária nos seus objetivos, antidemocrática na sua natureza e demagógica na sua retórica. Como todos os populistas, alimenta-se de meias-verdades e ressentimentos

Se não nos ficarmos pelo automatismo que apelida chama populista à popularidade de quem nos desagrada, podemos atribuir a essa catalogação política tão em voga e tão pouco rigorosa três características: a dicotomia entre povo e elite (por vezes há um terceiro elemento, como os imigrantes), a utilização dos casos de corrupção ou sinais exteriores de privilégio do poder político como síntese da decadência moral do regime e o desprezo pelas instituições que o compõem. Muito mais do que o BE ou o CDS, quem encaixa neste padrão é uma direita que saltou da academia, dos jornais e dos blogues para o poder, às cavalitas de Passos Coelho e da intervenção da troika. E que hoje organiza o cerco a Rio e a Marcelo, vistos como resquícios de uma velha direita complacente.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito para Assinantes ou basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso, pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido