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Wilders: não temos de ser reféns de um incendiário

Geer Wilders organizou um concurso de cartoons sobre Maomé. As primeiras reações chegaram-lhe e pôde desmontar a tenda do circo. Segundo os valores democráticos que defendo, um líder xenófobo é livre de fazer as suas provocações com objetivos políticos. Nós é que não temos de ser seus reféns

Em 2006, o jornal dinamarquês “Jyllands-Posten” publicou vários cartoons satirizando Maomé – vários deles associando o Islão ao terrorismo – e conseguiu arrastar toda a Europa para uma polémica religiosa e política. Foram poucos os jornais no mundo que não se sentiram obrigados a republicar os cartoons, em nome da liberdade de expressão. E os que, no uso da sua liberdade, decidiram não o fazer foram imediatamente carimbados de cobardes.

Sabe-se hoje que pelo menos 40% dos norte-americanos terão tido acesso a pelo menos um dos tweets lançados na campanha de desinformação pelos gabinetes russos. No entanto, nada dessa ajuda estrangeira a Trump serve para desvalorizar o trabalho de construção do ódio e da ansiedade que rádios, jornais, televisões como a Fox, blogs e comunicação da alt-right norte-americana construiu sistematicamente ao longo dos anos. Steve Bannon é um herói desta cruzada e, quando foi descoberto na lista dos administradores recentes da Cambridge Analytica, que roubou 87 milhões de perfis do Facebook para gerir a promoção de Trump, percebeu-se o alcance estratégico destas jogadas.

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