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Passagem estreita em Havana

Para que as forças democráticas se consigam organizar, em Cuba, é necessária uma transição. Muitos dos quadros com experiência política e administrativa no país terão de vir de dentro do próprio regime. Se vierem de fora do país isso terá um preço. A passagem é estreita

A chegada de Miguel Díaz-Canel à presidência de Cuba era já anunciada como um sinal de que as reformas começadas por Raul Castro, sobretudo depois da morte do seu irmão Fidel, eram para continuar. As alterações feitas à Constituição são sinal disso mesmo: a expressão “comunismo” será substituída por “socialismo” (uma mudança retórica de enorme significado político); será reconhecido o papel do mercado e de novas formas de propriedade, entre elas a privada (num país onde restaurantes e vacas eram do Estado); será afirmada a importância do investimento estrangeiro para o desenvolvimento do país (o que levará a regras regulatórias menos apertadas); os mandatos presidenciais serão limitados a dois consecutivos por cinco anos cada; e passará a ser proibida a discriminação com base na identidade de género, na etnia e na deficiência.

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