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Paulo Pedroso, um dano colateral

Vinda a decisão do TEDH, exigia-se um trabalho de catarse. Que os que apontaram o dedo acusatório a Paulo Pedroso, ligando-o a um dos mais abjetos dos crimes, tentassem reparar um décimo do mal que fizeram. Infelizmente, muitos deles continuam as carreiras de justiceiros. E acham que as vítimas inocentes que façam no caminho são apenas danos colaterais ou que a sua convicção está acima da lei e da justiça

Em 2003, Paulo Pedroso foi preso preventivamente depois de um espetáculo na Assembleia da República organizado por um juiz carente de atenção. A acusação dificilmente poderia ser mais abjeta: a de abusar sexualmente de menores. É daquelas suspeitas que se colam à pele e não saem com o tempo. Não consigo imaginar pior aniquilamento cívico e moral do que aquele pelo qual passou. Não há arquivamento, absolvição ou despacho de não pronúncia que o resolva. Paulo Pedroso foi libertado em outubro de 2003 por falta de indícios que justificassem a prisão preventiva e porque a juíza teve dúvidas sobre a sua identificação. Cinco anos depois, o Tribunal de Lisboa considerou que a sua prisão se baseara num “erro grosseiro” e determinou o pagamento de 131 mil euros de indemnização pelo Estado, indemnização anulada pela Relação, em 2010.

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