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Macron, o censor

Pôr juízes a decidir, em 48 horas, se uma informação é desprovida de elementos demonstrativos da sua credibilidade não é um passo para a censura, é um salto de cabeça para a arbitrariedade

A Assembleia Nacional francesa começou a discutir, na quinta-feira passada, duas propostas de lei do partido de Emmanuel Macron que permitirão aos tribunais ordenar o bloqueio de sites e conteúdos online que considerem manipulados. A ideia de combater assim as fake news pode parecer excelente aos mais incautos, mas é assustadora. Primeiro, porque demasiadas vezes a fronteira entre a mentira e a verdade não pode ser definida por nenhuma objetividade incontestável. Depois, porque a ideia de ter um tribunal a decidir, para lá do que a lei já permite quando criminaliza a difamação ou o atentado ao bom-nome, de forma expedita, quem está a dizer a verdade e a mentira só pode resultar numa grosseira violação da liberdade de imprensa e de expressão.

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