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Frenesim sobre Tancos: quem ganha com o Xanax para a ansiedade do Presidente?

Costa diz que Marcelo anda ansioso por causa de Tancos. Marcelo não se cala, ninguém o cala, e fala em “jogos de poder” nas Forças Armadas. Mas quem ganha com a conspiração? E com um PR calado? Não, não são “questiúnculas”

“O senhor Presidente da República não se tem cansado em expressar publicamente a sua ansiedade e o Governo, naturalmente, deve ser mais contido em expressar a sua ansiedade, mas não é menor.”
António Costa, 5 de novembro sobre as declarações do Presidente da República acerca de Tancos

18 valores do Índice ‘por que tanto falas?’ Quando rebentou o dique chamado Azeredo Lopes, o caso de Tancos galgou em direção a São Bento e a Belém e o nervosismo aumentou. Por mais que António Costa repita estar em “convergência” com Marcelo Rebelo de Sousa, a intervenção saiu-lhe enviezada e teve o efeito contrário. No dia seguinte a estas declarações, Costa explicou-se dizendo que não deu qualquer conselho ao Presidente para se conter: “Toda a gente de boa-fé interpretou bem as minhas palavras”, justificaria o primeiro-ministro. A formulação não pode, no entanto, deixar de ser entendida como uma crítica à forma como Belém tem gerido a crise: Costa diz que o Governo é mais contido do que o Presidente em manifestar a sua ansiedade. Mas um político com estas responsabilidades tem de atentar na leitura que será feita das suas palavras. Só o facto de evidenciar em público a “ansiedade” do Presidente parece estar a pedir prescrição de um Xanax em forma de recato. Marcelo, porém, não o tomou. Aparentemente, o esforço de Costa para apaziguar o Presidente acabou por evidenciar mais ainda eventuais tensões entre Governo e Belém.

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