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A Carochinha solteira e o regresso do professor Maquiavel

António Costa já tinha dito que não procurava um João Ratão e agora confirma que “não dá para casar”. Catarina Martins camufla bem os discurso sobre os professores para não matar o orçamento. José Silvano comentar a entrevista de Costa sem a ter visto. E Marcelo comenta Cavaco sem o comentar

“Dá para sermos amigos, mas não dá para casar.”
António Costa, entrevista à TVI, 1 de outubro

6 valores no índice da Carochinha. António Costa gosta de metáforas com fábulas: em julho, já tinha dito que "o PS não é uma carochinha à procura de um João Ratão". No caso concreto até era, porque o PS precisava de alguém com quem dar o nó orçamento no orçamento. Três meses depois, o tema persiste - o OE ainda não foi aprovado - mas subiu um patamar na entrevista de segunda-feira à TVI. A questão agora para os candidatos a João Ratão é a participação num futuro Governo socialista. Uma vez que a Carochinha está numa de vida independente e Costa procura uma maioria absoluta sem assumir, a frase dirige-se sobretudo ao Bloco de Esquerda. E a mensagem é esta: cuidado que ainda temos muitas diferenças em questões essenciais para podermos casar e partilhar a vida: a Europa, o euro, a Nato, a maneira de olhar para as empresas privadas e para o mercado livre. Na impossibilidade de uma união de facto sobram duas hipóteses ao PS: ter a maioria dos deputados e governar sozinho ou manter uma espécie de “geringonça” 2.0. Parece que os socialistas preferem a primeira. Mesmo deixando a noiva no altar.

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