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A “leviandade” de Adalberto e a “falácia” segundo Passos

A maior crítica ao ministro da Saúde por causa do flic-flac no Infarmed veio do PS. A não recondução da PGR teve uma reação cínica e contraditória por parte de Rui Rio e a de Passos Coelho fragiliza a nova procuradora. José Eduardo Martins não quer um “lugarzinho” mas anda a preparar o seu lugar. E o governador do Banco de Portugal anda a abrir-nos os olhos por causa do preço das casas. As frases da semana, os significados e as consequências. O índice, de zero a 20 valores

Vítor Matos

Vítor Matos

Editor de política

“A atitude do ministro da Saúde é de lamentável leviandade. O senhor ministro começou por anunciar que o Infarmed vinha para o Porto, depois anunciou que se ia criar um grupo de trabalho para estudar as questões técnicas associadas a esta deslocalização e, finalmente, desautoriza a sua própria decisão e as recomendações do grupo de trabalho”
Manuel Pizarro, presidente da federação do PS-Porto, ao Público no dia 22 de setembro

18 valores no índice da facada... no peito. Manuel Pizarro é do Porto. Foi candidato forçado nas autárquicas à câmara do Porto com a bandeira do PS (depois de ter sido defenestrado por Rui Moreira). É vereador sem pelouro na câmara. Lidera a distrital socialista. Mais: é médico e foi secretário de Estado da Saúde num Governo de José Sócrates. Mais ainda: é sempre apontado como um possível sucessor de Adalberto Campos Fernandes se o ministro da Saúde cair a meio do percurso. Joga, portanto, em dois tabuleiros: num, compete com Moreira pelo portismo; no outro, afronta o ministro do seu partido e da sua área setorial. Em vez de cerrar fileiras no partido, ataca o ministro com palavras mais duras até que as de Moreira. O valor acrescentado desta frase é de ser do próprio PS. Pizarro ultrapassa Moreira e abate Adalberto a partir da mesma trincheira. Todo o processo da transferência do Infarmed só pode ser visto assim: começou mal, correu mal e ao que parece acaba mal. Honra seja feita a Pizarro porque a facada que deu no seu camarada não foi pelas costas. Resta saber como o resto do PS ainda encara o ministro da Saúde.

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