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Energie poderá sair da Póvoa de Varzim

A empresa de painéis termodinâmicos está disposta deslocalizar-se para França ou Espanha se não obtiver resposta ao pedido de integração no Sistema Nacional de Certificação Energética (SCE). Se conseguir a inclusão permanecerá na cidade e dará início à segunda fase da construção

Ana Rita Ferreira

"Se até ao final de Maio não conseguirmos a integração no Sistema Nacional de certificação Energética (SCE) vamos rescindir contrato com 12 dos nossos funcionários". Esta será uma das medidas que Luís Rocha, presidente da Energie, empresa portuguesa de painéis termodinâmicos, irá tomar na eventualidade de não receber qualquer resposta ao pedido que "submetemos à Direcção Geral de Energia, no início de Janeiro".

O menor número de funcionários permitirá, à Energie, "aligeirar a estrutura para no final do Verão podermos deslocalizarmo-nos ou, até mesmo, vender a empresa".

Segundo o presidente da empresa, situada na Póvoa de Varzim e a empregar cerca de 50 pessoas, a deslocalização poderá ser para França ou Espanha, uma vez que se tratam de "plataformas centrais e que nos permitem ficar mais próximos dos nossos clientes, visto que os nossos mercados se localizam, neste momento, no centro da Europa".

Quanto à possibilidade de venda, Luís Rocha revelou que a empresa tem recebido "propostas aliciantes", porém põem a hipótese de "sermos nós a realizarmos a deslocalização", não sendo a venda uma das principais opções.

"Se formos enquadrados no SCE iremos, efectivamente, construir a segunda fase, que foi lançada pelo Primeiro-Ministro em Março do ano passado, e iremos manter-nos na Póvoa de Varzim" garantiu Luís Rocha.

Apesar de tudo, o empresário espera obter uma resposta positiva, uma vez que "o Ministro da Economia disse que a nossa empresa será certificada se cumprir, efectivamente, a lei e os regulamentos vigentes, o que se verifica".

Na sequência da polémica em torno dos painéis vendidos pela Energie e da não integração dos mesmos no SCE, a empresa sofreu uma quebra de 50 por cento das vendas, no ano passado. "Assumimos as perdas e vamos tentar voltar a adquirir a nossa fatia de mercado nacional, porque estamos convictos, assim como os nossos clientes, que temos um bom equipamento e que este tem uma componente de energia renovável muito boa, conforme demonstram as certificações da universidade de Estugarda" sublinhou o presidente da empresa, acrescentando: "porém, iremos tomar algumas atitudes em relação a algumas pessoas que nos difamaram".

Luís Rocha afirmou, ainda, que estão dispostos a aguardar, por uma resposta, até Junho, altura em que "12 funcionários terão os seus contratos vencidos". Se no início do segundo semestre a empresa não tiver recebido qualquer resposta, Luís Rocha garante que "tomará a decisão".