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Pároco revolta Sambade

A população de Sambade, no concelho de Alfândega da Fé, está descontente com actuação do pároco da freguesia, Francisco Pimparel. Os ânimos incendiaram anteontem, na parte final da tradicional procissão das Senhora das Neves, altura em que os paroquianos pediram: "o padre se mude para um lugar bem longe da aldeia ".

Jornal Nordeste/ Francisco Pinto

"O pároco abandonou a imagem e foi para casa, saindo por uma porta lateral da Igreja. Não deu explicações aos paroquianos e isto caiu-nos muito mal", afirmava, em coro, um grupo de cerca de 20 pessoas que se concentrava, ontem, no largo do templo.

O braço-de-ferro entre populares e o clérigo começou há cerca de dois anos. Na base do litígio estão diversas acusações que o sacerdote terá dirigido à Junta de Freguesia e à Comissão de Festas, devido à quantia de seis mil euros apurados nas festas da aldeia.

Verbas angariadas pela Comissão de Festas é outro dos motivos de quezílias

"O senhor padre começou por denegrir a imagem dos jovens que organizam as festas da aldeia, chegando-os a chamar de caloteiros, porque não lhe era entregue o dinheiro angariado. As desavenças começaram há cerca de um ano, azedando no início da campanha eleitoral para as últimas autárquicas, mas, anteontem, foi a gota de água", disse o presidente da Junta de freguesia de Sambade, Carolino Pimentel.

Ricardo Pimentel, membro da Comissão de Festas, diz que a situação já foi denunciada por três vezes ao bispo diocesano, mas que, até ao momento, tudo se mantém.

"Tentámos, por várias vezes, chegar a um acordo com o padre no que diz respeito ao destino a dar ao dinheiro angariado. Contudo, não há diálogo", explicou o paroquiano.

Já outro morador, Armindo Gonçalves, adianta que o padre deveria ter uma postura diferente. "Está a afastar as pessoas da Igreja, principalmente os jovens. É pena porque quando aqui chegou era uma pessoa que cativava as pessoas", afirma.

Por seu lado, o padre Francisco Pimparel limitou-se a dizer que tudo não passa de "uma situação criada com base em questões políticas e partidárias", remetendo explicações adicionais para o bispo diocesano.

 

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