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Gazeta das Caldas

Profissionais do Hospital de Alcobaça querem sair do CHON

O descontentamento não é novo segundo transparece nos meios próximos do hospital de Alcobaça. Com a criação do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON), em Janeiro de 2009, as unidades hospitalares de Caldas da Rainha, Alcobaça e Peniche passaram a ter uma administração comum, e não foi preciso muito tempo para que as primeiras queixas se fizessem ouvir.

Gazeta das Caldas / Joana Fialho

No início do passado mês de Abril o Conselho de Administração do CHON pediu a demissão. Uma postura tomada inicialmente pelos responsáveis pelos hospitais de Peniche e Alcobaça, aos quais se juntaram os restantes elementos, e que terá tido na sua base desentendimentos quanto à gestão dos recursos da entidade. Agora, uma vez anunciado que não será construído um hospital de raiz para a região, é a vez dos profissionais de saúde de Alcobaça mostrarem a sua insatisfação, estando a ser preparado um abaixo-assinado onde será reivindicada a saída do CHON, ou até mesmo o fim desta entidade.

Ainda sem ninguém dar a cara pelo movimento, de que dá conta o semanário Região de Cister na edição de 17 de Junho, Gazeta das Caldas conseguiu saber junto de alguns profissionais do Hospital Bernardino Lopes Oliveira que a quase totalidade dos que ali trabalham, cerca de uma centena e meia de pessoas, são unânimes nesta reivindicação, dado o "descontentamento generalizado" que ali se vive, e por várias razões, desde a integração no CHON.

Aqueles profissionais de saúde acreditam que a actual gestão está a afectar a instituição e os seus doentes, uma situação que será agravada caso se concretizem as alterações previstas com a ampliação do Hospital Distrital das Caldas da Rainha, entre as quais o fim do serviço de internamento em Alcobaça.

Outra das razões da sua contestação é o facto de, passados três messes sobre o pedido de demissão do Conselho de Administração do CHON, a tutela ainda não ter nomeado os seus substitutos. Uma lacuna que consideram ser "urgentíssima" resolver.

Os profissionais acreditam que, nesta luta, a comunidade e as forças políticas locais estarão solidários. Crêem ainda que no Hospital São Pedro Gonçalves Telmo, em Peniche, o descontentamento dará também lugar à reivindicação do fim do CHON. Mas esta decisão irá ao contrário do que está a acontecer em todo o país, onde a cooperação entre hospitais está na ordem do dia para optimizar recursos e minimizar custos.

A tendência em todo o mundo vai no caminho inverso destas controvérsias tipicamente portuguesas, onde o desperdício de recursos devia ser atalhado imediatamente, para evitar tornar insustentável o sistema de saúde público.