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Expresso

Gazeta das Caldas

Café-concerto do CCC nas Caldas da Rainha deixou de funcionar

Desde a passada sexta-feira, 21 de Maio, que fechou o Cheap and Chic Café. No café-concerto do CCC são actualmente apenas assegurados os serviços de cafetaria quando há eventos ou espectáculos, pela equipa do centro cultural.   

Gazeta das Caldas/Natacha Narciso

 

A empresa Plurinominal Restauração e Eventos "saiu do CCC por incumprimento, não pagavam a  renda há vários meses", disse Maria da Conceição Pereira, vereadora responsável pela gestão do CCC.

 

Segundo a autarca, os responsáveis pelo centro cultural e da empresa "chegaram a acordo", tendo os primeiros "deixado todo o equipamento do café" tentando assim resolver o incumprimento relativo ao arrendamento do espaço.

 

A vereadora diz que há outros interessados em ficar com a concessão do café-concerto e por isso "estamos a tentar resolver a mudança o mais depressa possível seguindo a legislação". Para a autarca "não é bom para ninguém aquele espaço não estar a funcionar a tempo inteiro".

O espaço do café-concerto continua aberto, pois permite aos utilizadores acesso gratuito à internet.

O Cheap n' Chic Café abriu no mesmo dia em que foi inaugurado o centro cultural, a 15 de Maio de 2008. O espaço tinham um conceito que assentava num serviço "interessante e cuidado a um preço justo", dizia à Gazeta das Caldas, Eduardo Sousa, um dos quatro responsáveis por aquele espaço. Este empresário, radicado nas Caldas há vários anos, organizou naquele café-concerto várias iniciativas de grande interesse unindo-se às escolas e às empresas de cerâmica da região ou proporcionando refeições de comida japonesa com uma casa de renome da capital. Com o desaparecimento repentino por morte súbita de Eduardo Sousa e a própria conjuntura económica, agravou-se a situação que levou a este desfecho.

No início do projecto os sócios gerentes investiram 50 mil euros e chegaram a ter uma equipa de 15 colaboradores.

Do grupo inicial de responsáveis pelo Cheap n' Chic Café faziam parte Sara Gomes (socióloga) e os cozinheiros Frederico Gomes e Ney Jóia. O primeiro era o chefe de sala enquanto o segundo coordenava a cozinha do café concerto. Eram também conhecidas as dificuldades de relacionamento entre os responsáveis do café e do centro cultural.

Gazeta das Caldas tentou entrar em contacto com um dos sócios gerentes, daquele projecto, Frederico Gomes, mas até ao fecho desta edição o contacto não foi possível. Este jornal ainda entrou em contacto com alguns dos principiais empresários da restauração das Caldas que não revelaram interesse em pegar neste projecto.