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Gazeta das Caldas

Autarcas do Oeste querem reunião de urgência com primeiro-ministro

Os autarcas do Oeste pediram uma reunião de urgência ao primeiro-ministro pelo atraso no andamento dos principais investimentos acordados com o governo no Plano de Acção para o Oeste.

Gazeta das Caldas / Fátima Ferreira

"Hoje estou desiludido com o plano de acção porque não anda e, sobretudo, não existem respostas", disse o presidente da OesteCIM, Carlos Lourenço, que compreende a conjuntura de crise que o país atravessa, mas considera que podiam ser desenvolvidos os projectos que não implicam meios financeiros. "São estas questões que queremos ver resolvidas directamente pelo primeiro-ministro porque foi ele que no dia 10 de Setembro de 1998 veio assinar este contrato connosco", defendeu.

O também presidente da Câmara de Arruda dos Vinhos considera que podiam ser feitos os estudos de impacte ambiental dos vários projectos, que não acarretam investimento e "depois seria só calendarizar a sua execução". E deu como exemplos os estudos para a requalificação da Linha do Oeste e outros projectos como as instalações do Instituto da Vinha e do Vinho e as Lojas do Cidadão.

Os autarcas já antes tinham solicitado uma reunião com José Sócrates, mas este canalizou-a para o ministro das Obras Públicas.

As reuniões da plataforma (inclui os presidentes da OesteCIM, da Câmara de Torres Vedras e Azambuja) continuam a decorrer de dois em dois meses com os vários ministérios. "Não há desenvolvimentos, nós pomos as questões e não há resolução", disse Carlos Lourenço.

Para este autarca terá que haver uma reformulação dos prazos dos fundos comunitários. "Acho que não só Portugal mas alguns países da União Europeia deviam fazer uma nova negociação para o alargamento do tempo do QREN", disse, adiantando que dessa forma não se perdiam fundos e "estávamos todos muito mais seguros".

O Plano de Acção do Oeste, assinado por 16 autarquias do Oeste e da Lezíria integra investimentos na ordem dos 2,1 mil milhões de euros até 2017 e destinava-se a compensar os municípios pela deslocalização do futuro aeroporto de Lisboa da Ota para Alcochete.