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Gazeta das Caldas

Oeste terá 1500 relógios astronómicos na iluminação pública que poupam até 35% da factura energética

Maria Susana Carvalho é a directora da Oeste Sustentável - Agência Regional de Energia e Ambiente do Oeste que irá trabalhar na implementação de projectos de soluções inovadoras para a promoção da gestão sustentável dos recursos naturais da região. A tomada de posse desta engenheira do ambiente, assim como do novo secretário executivo da OesteCIM, André Macedo, decorreu no passado dia 27 Maio, nas instalações da OesteCIM, nas Caldas das Rainha.

Gazeta das Caldas - Fátima Ferreira

A primeira iniciativa da Oeste Sustentável irá arrancar em breve e consiste na colocação, até ao final do ano, de 1500 relógios astronómicos na região. Estes mecanismos serão colocados em equipamentos de iluminação pública, permitindo o controlo automático da ligação e corte da iluminação pública em função do pôr e nascer do sol, respectivamente. Vão permitir reduzir entre 30 a 35% a factura eléctrica da iluminação pública já em 2011, estima Maria Susana Carvalho. Este projecto resulta de uma parceria desta entidade com a EDP, empresa que é sua associada desde a fundação.

A agência vai também fazer um diagnóstico energético a nível da região, que integra cerca de 350 mil habitantes. Os primeiros resultados deverão surgir dentro de seis meses, de modo a que no primeiro trimestre de 2011 possam começar a traçar metas de redução de gases de efeito estufa.

"O nosso objectivo é fazer um estudo por município e depois também um estudo de toda a região", explicou Maria Susana Carvalho, especificando que cada município tem a sua realidade, recursos naturais e potencialidades diferentes. Os municípios vão ter um contributo fundamental, dado que estas metas vão ser acordadas por todos eles.

Será também realizado trabalho de auditoria energética nas instalações municipais. Essas actividades vão ter uma influência "muito rápida e eficaz", garante Maria Susana Carvalho, exemplificando que com uma auditoria a uma piscina municipal, em que no final o técnico sabe o que é necessário fazer para reduzir até 40% a factura energética.

Está ainda prevista a realização de actividades sectoriais com vista ao aumento da eficiência energética ao nível do sector público e residencial, transportes, indústria e agricultura.

A agência tem como associados os municípios do Oeste e entidades públicas e privadas, e conta com um financiamento de 250 mil euros, proveniente de fundos europeus, resultado de uma candidatura que a OesteCIM apresentou no âmbito do programa Europa - Energia Inteligente. Para se auto-sustentar, a agência conta com o pagamento de cotas anuais dos associados existentes e vão tentar "aliciar muitos mais", refere a sua directora, que foi seleccionada para a OesteCIM depois de ter sido seleccionada entre 150 candidatos que responderam ao concurso público lançado.

Plano de pagamento para municípios liquidarem dividas à OesteCIM

Formado em Gestão, André Macedo está a trabalhar há um mês e meio na OesteCIM como secretário executivo. Começou por analisar a questão financeira daquela entidade a fim de determinar como passará a ser gerida no futuro. Reconhece que o "assustou" a dívida dos municípios aquela entidade, na ordem de 1,5 milhões de euros, mas adianta que já foi criado um plano de pagamentos e que até ao final do ano ficará saldada a divida respeitante a 2008 e 2009. As dívidas referem-se a cotas mensais e projectos que foram dinamizados através desta associação de municípios, assim como algumas ainda do tempo em que foi feito o edifício.

"O objectivo é que a OesteCIM seja sustentável financeiramente", disse o novo secretário executivo.

O responsável destacou que terão que aproveitar ao máximo os fundos comunitários e que têm já contratualizados vários projectos com o programa Mais Centro no sentido de dinamizar a região, entre eles o projecto de modernização administrativa.

A aposta será também ao nível da formação e da comunicação em marketing. "Temos que divulgar o que é bom no Oeste e divulgar esta casa", defendeu o responsável, adiantando que pretendem desenvolver protocolos com universidades e realizar conferências.