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Gazeta das Caldas

Intervenção na Lagoa de Óbidos para garantir segurança dos banhistas

Começou no final da manhã de segunda-feira a intervenção do INAG com o objectivo colocar areia na língua de mar que permanece no local onde a "aberta" foi fechada, retirando-lhe a profundidade que tinha e podia ser perigosa para os banhistas.

Gazeta das Caldas - Fátima Ferreira

A obra que criará um novo "perfil de praia" deverá demorar dois a três dias, estando previsto que no próximo fim-de-semana os veraneantes já possam usufruir do local com segurança.

O alerta foi dado pela Câmara das Caldas na quarta-feira e dois dias depois o presidente do INAG, Orlando Borges, visitou o local para se inteirar da situação. Aos jornalistas o responsável disse tratar-se de um talude acentuado que julgavam que o mar pudesse resolver, mas que, como isso não aconteceu, terá que ser feita uma "ripagem de areia" para o local.

"O nosso objectivo é ter uma prática balnear que vai ser feita em segurança, dando todas as garantias aos utilizadores da Foz do Arelho", garantiu Orlando Borges, lembrando que, quando, no inicio do ano, a "aberta" se deslocou muito para norte chegou a recear que "pudéssemos ter dificuldade em não encontrar um resultado".

O presidente do INAG informou ainda que a associação Bandeira Azul não colocava nenhuma objecção à situação existente, sendo apenas necessário dar nota que aquela zona seria interdita.

Apesar da época balnear na Foz do Arelho ter começado a 1 de Junho, João Ferreira, da Ala Norte, o único concessionário da Praia Mar, apenas começou a montar as barracas na tarde de sexta-feira. "Estamos num impasse de saber o que vamos fazer com isto", disse, referindo-se ao facto de ter que deslocar-se cerca de 300 metros a sul, pois junto à concessão não tem condições.

"A praia está grande e nesse sitio é o melhor local para eu dar apoio aos dois lados", acrescentou o concessionário. João Ferreira considera que esta alteração traz-lhe prejuízos porque torna-se "muito mais longe do centro operacional, mas, por outro lado, para nós é melhor para dar assistência, pois é mais central". A concessão tem um apoio móvel preparado até para os primeiros socorros.

Este verão João Ferreira conta montar entre 100 a 150 barracas, mas há anos em que tem montado mais. Considera que houve muita informação negativa quando a Lagoa esteve com problemas e que "agora que a praia está boa não tem existido informação nesse sentido".