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A vida de saltos altos

O sucesso das matinés nos anos 80

Soube que a danceteria Lido, onde ia às escondidas às célebres matinés, vai ter uma festa revivalista. Tive um acesso de nostalgia e lembrei-me do sucesso que estes espaços tinham nos anos 80 do século XX.

Sofia Rijo (sapato nº39) (www.expresso.pt)

Quando tinha 14 ou 15 anos dançava-se a lambada, desses desaparecidos Kaoma. Também se dançavam slows no fim das festas, e por isso me lembro com nostalgia das matinés dançantes da Danceteria Lido, na Amadora - e que vai dar uma festa revivalista no próximo fim-de-semana -, Loucuras e depois Zona Mais, ambas em Lisboa.  

Nessa altura usávamos roupa pirosa, mini-saias, ombreiras e all-star (que estão de volta), os cabelos tinham caracóis falsos permanentes, e eles envergavam o típico cabelinho "à jogador da bola", mais comprido atrás, todas as poupas se seguravam com laca e gel. Não houve década onde se tivessem, até hoje, usado mais brilhos, purpurinas e cores. Trocávamos cartas com amores platónicos, com selos e tudo, porque ainda não existiam emails, nem telemóveis, e nunca pensámos no que seria escrever um sms ou enviar um mms. 

As matinés decorriam das 16h às 20h, no limite da loucura, e as "danceterias" tinham obrigatoriamente de fechar às 20h, nem mais nem menos. Durante essas quatro horas não parávamos dois minutos.

Além destas matinés, inventavam-se várias festas de liceu, onde o ponto alto era, normalmente, um desfile patrocinado por uma loja de roupa da zona, onde, também normalmente, eram sempre sorteadas t-shirts, que envergávamos com orgulho, caso fossemos vencedores.

Era a sala de convívio, transformada numa magnífica pista de dança, onde orgulhosamente dançávamos Bros, Duran Duran, Depeche Mode, Human League, Eurythmics entre muitos outros, enquanto olhávamos disfarçadamente para "AQUELE" rapaz, que tentaríamos que olhasse para nós e nos convidasse para dançar um slow.

Salvo algumas excepções, os rapazes com mota viam a sua beleza potenciada por duas rodas - ou então era muita coincidência serem os mais giros a  ter scooters, DT LC's ou NSR - mas de facto era uma loucura o que as 50 cc podiam fazer nessa altura.

Viver no século XXI é um desafio constante, proporcional ao desafio social que na adolescência tínhamos para vencer outras tribos, é talvez por isso que cada vez mais exista tanta vontade de viajar até ao passado e ouvir tudo aquilo que, de uma forma ou outra, nos marcou na matiné da adolescência. É por isso que nunca me importo de o recordar, se possível numa festa revivalista. Deixo-vos alguns tesouros saídos de álbuns antigos... E viva o You Tube!

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