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Expresso

A vida de saltos altos

As mulheres é que dominam os gadgets, ponto final!

Se é daqueles que ainda acredita que o mundo da tecnologia pertence aos homens, pense duas vezes, pois está muito enganado. As mulheres hoje tratam os dispositivos por "tu". (Veja a fotogaleria no final do texto)

Ana Areal (sapato nº37) (www. expresso.pt)

Os dias em que a mulher pedia ajuda ao homem nas questões tecnológicas/informáticas já lá vão. Perguntas típicas para socorro como, por exemplo, "Querido, como é que eu instalo este programa?" ou "Quando sintonizas a TV com os canais pela ordem certa?" já pertencem ao passado. As mulheres de hoje interagem cada vez mais e melhor com os gadgets do que muitos homens. Por vezes, até dão explicações ao sexo oposto sobre questões de manuseamento dos aparelhos.

Por um ponto se ganha, por um ponto se perde

Numa sondagem divulgada pelo jornal britânico "Telegraph" fica a prova de como as mulheres estão em maioria no que toca à intimidade com os gadgets.

As conclusões do inquérito baseiam-se nos dados recolhidos pela rede das lojas Comet, no Reino Unido, e provam que 48 por cento das mulheres se sentem bastante confortáveis a lidar com os aparelhos electrónicos, contra 47 por cento dos homens. Não interessa se é apenas por um por cento, interessa que há poucos anos a distância era muito maior, a desfavor das mulheres.

As mesmas conclusões mostram ainda que a percentagem que coloca as mulheres à frente se deve a dois factores claros: incompetência masculina e autoconfiança feminina.

Calma filhinho, a mamã ensina!

Outro dado pertinente: Quando questionados sobre qual o membro da família mais competente a interagir com os gadgets lá de casa, 85 por cento dos homens responderam que eram as suas mulheres. Mais, há mesmo 13 por cento que chegaram a admitir que chamam com frequência as mulheres, namoradas e, pasme-se, as mães, para lidarem com esses terríveis e complicados devices.

O mercado descobriu ou foi descoberto?

Todos nós já reparamos que os gadgets nos últimos anos sofreram transformações, sobretudo no que toca à estética. Começaram a ver-se computadores cor-de-rosa, muitos com designs verdadeiramente femininos, câmaras digitais e telemóveis esteticamente voltados para as senhoras e até estilistas de alta costura a desenharem dispositivos a pensar nas mulheres.

É, por isso, fácil perceber que o mercado (sempre atento) se aproveitou desta emancipação tecnológica feminina. No entanto, subsiste uma questão: foram mesmo as marcas a perceberem que as mulheres de hoje se interessam e dependem destes aparelhos, tanto ou mais do que os homens? Pode ser que sim e, daí a produção dos aparelhos ter começado a trazer estes "rebuçados" estéticos. Por outro lado, terão sido as mulheres (sempre inatisfeitas com o cinzentismo tradicional que marca os produtos tecnológicos) que reeinvindicaram gadgets a combinar com elas (giras, femininas, alegres e sensuais)?

Seja qual for a resposta certa, o que é certo é que alguma coisa fez mudar este mercado tecnológico. E para melhor. Hoje está muito mais sexy.

Desengane-se

A propósito, se é homem e conseguiu chegar até aqui sem abandonar o texto, escusa de estar a abanar a cabeça e a dizer que só acontece aos atadinhos. Aproveite e faça o auto-teste: Mude em dez segundos as configurações de rede do seu smartphone para quando está a aceder no estrangeiro o faça apenas por wireless local (gratuito) e não por roaming de dados (escandalosamente caro). Não consegue? Tem três saídas:

  1. Engana-se a si próprio dizendo que não tem tempo para estas coisas e nem sequer está no estrangeiro; 
  2. Procure como se faz no site da marca do telefone ou leia as instruções;
  3. Pergunte à mamã.

 

Deixo-vos uma fotogaleria com gadgets "efeminados"