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Expresso

A vida de saltos altos

A melhor dieta do mundo: fechar a boca!

Você quer tanto emagrecer que fez dietas recomendadas, até já deixou de comer certas coisas e começou a fazer algum exercício físico, no entanto, continua gorda. Então convença-se que tem de fechar a boca, mas de uma vez por todas.

Ana Areal (sapato nº37) (www. expresso.pt)

Conhece a expressão "Dez segundos de prazer na boca, dez anos de gorduras nas ancas"? Pois não podia ser mais verdade!

Quando digo que o segredo para qualquer dieta é fechar a boca não me refiro de todo a deixar de comer, como é natural. Até porque esse é o princípio mais errado de todos e o menos aconselhado pelos médicos. Refiro-me apenas aos sete pecados mortais que se cometem quando emagrecer é a nossa palavra de ordem.

Sete pecados mortais durante a dieta

Perder peso pode ser uma verdadeira batalha para muitas mulheres. Existem inúmeros tratamentos, dietas e exercícios físicos destinados a queimar calorias.

Segundo os médicos, recorrer às dietas milagrosas instantâneas ou aos regimes radicais, como deixar de comer, é totalmente desaconselhado para a saúde. 1º Feche a boca se saltar refeições ou ficar muito tempo sem comer. Deve comer poucas quantidades várias vezes ao dia. Se trocar a principal refeição do dia por uma fruta ou um lanche rápido, mais vale fechar a boca. 3º Feche a boca para petiscar. Os petiscos só tiram a fome a curto prazo, são calóricos e não alimentam convenientemenete. Petiscar o queijinho, as azeitoninhas o pãozinho é um grande pecado mortal na sua dieta. Acredite nisto. Se comer muito depressa é melhor fechar a boca. É que desta forma acaba-se por ingerir mais alimentos porque o cérebro demora pelo menos 20 minutos a entender que o organismo está satisfeito. Beber pouca água é um grande pecado mortal. Abra a boca para beber todos os dias  2 litros de água, no mínimo.

Se você é daquelas pessoas que faz dietas de um grupo específico de alimentos, como por exemplo: fazer a dieta do chocolate, a dieta da fruta ou a dieta dos líquidos, então feche mesmo a boca.

7º Feche a boca de uma vez por todas quando pensar em comer muita quantidade de uma só vez. O segredo está em pôr pouca quantidade no prato. Não interessa o que está no prato, interessa a quantidade que come. Por que é que acha que as francesas estão magras?!

As francesas é que sabem comer

"Beber vinho, comer chocolate e continuar magra, na França é possível" conta Lívia Diniz em Bolsa de Mulher, no site do msn.

Não fiquei de todo indiferente quando li este artigo com esta grande verdade: as Francesas é que sabem comer.

Lívia Diniz considera que elas "são charmosas, sinónimo de elegância e conhecidas por terem um corpo esbelto, mesmo consumindo queijos gordurosos, saborosos pães, os mais variados tipos de vinhos e as calóricas sobremesas típicas da culinária francesa". E pergunta: "Como é que se explica então, a silhueta magra das mulheres francesas?"

A mesma autora revela que Will Clower, médico, após ter vivido uns tempos em França, "observou que os franceses têm hábitos alimentares muito diferentes do resto do mundo: lá não existem produtos diet, nem light, as refeições são demoradas e com diversos pratos, não se evitam gorduras nem hidratos de carbono, o consumo de laticínios e massas é bem alto mas, mesmo assim, eles são magros e o melhor de tudo, mais saudáveis!" A pergunta mantém-se: "Como se explica esse paradoxo francês?"

O médico conclui que o segredo está no facto de os "franceses valorizarem o momento das refeições, ao contrário dos americanos, que são conhecidos pelo fast-food". E isso, para Will Clower, faz toda a diferença. "O segredo, basicamente, não é comer o que os franceses comem, mas sim, como eles comem."

E como é que eles comem? O mesmo clínico explica como fazer: antes de qualquer outra coisa, deve concentre-se na refeição! Nada de comer e a ler ao mesmo tempo, a ver televisão, ou em pé num balcão. Aprenda a saborear a comida. Para as francesas, a alimentação é quase um ritual, que começa desde a apresentação dos pratos. Comer, para elas, é trabalhar com os sentidos: visão, olfato e paladar. É por isso que eles prezam muito a apresentação dos pratos, bem como o aroma e a textura e daí a conhecida Nouvelle Cuisine.

Não é por acaso que nós achamos que os pratos são de facto bonitos, mas sabe a pouco e até parece que ficamos com fome. A verdade é que o nosso organismo não está habituado a comer somente o essencial. Quer sempre mais. Chama-se a isso gula e não fome.

Nouvelle Cuisine e a porção nos pratos: Quem já foi a um restaurante francês ou até mesmo a um restaurante de classe, sabe perfeitamente que as porções servidas são bem pequenas. Para as pessoas com descendência portuguesa ou italiana, por exemplo, é um momento de desconforto porque não é suficiente. É justamente neste ponto o erro da maioria das pessoas. Segundo a concepção francesa, é normal ficar à mesa a saborear a comida.

Dar tempo ao cérebro

Nosso cérebro precisa de, pelo menos, 20 minutos para processar a informação de que nos estamos a alimentar. Se comemos muito rápido, essa informação não chega ao cérebro e aí acabamos por comer mais para termos a sensação de saciedade. Ao contrário, quando comemos pausadamente, com garfadas menores e repousando os talheres no prato de cada vez que estams a mastigar, o cérebro tem tempo para receber a mensagem que o corpo está satisfeito. A troca de pratos ajuda a passar o tempo, retardando o consumo de comida e favorecendo a digestão.

Por isso é que os franceses comem pequenas porções de vários pratos diferentes.

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