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Samba triste*

Quer tenha votado em Bolsonaro ou em Haddad, não há brasileiro que não tenha razões para estar preocupado. Há insegurança nas ruas, corrupção, falta de crença nos políticos e, em cima de tudo isto, uma economia que tenta – sem grande sucesso – sair de uma das maiores recessões da sua história recente. O PIB brasileiro caiu mais de 7% em dois anos (2015 e 2016), numa crise como não se via desde o início da década de 90, mais concretamente desde 1990, quando a economia caiu 4,2%.

Uma recessão desta magnitude abala qualquer país. Pior ainda se for uma economia emergente, onde simples desacelerações do PIB são encaradas quase como recessões por interromperem de forma abrupta os processos de convergência com as economias mais avançadas e/ou por travarem a melhoria dos indicadores sociais. Portugal, nos três anos de programa da troika, recuou cerca de 7% mas vivia então com um PIB per capita mais de duas vezes o brasileiro (ligeiramente abaixo de duas vezes se medido em paridade de poderes de compra).

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