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Há vida para além do défice? Sim, claro, a dívida

Mário Centeno tem sido uma espécie de Lucky Luke das contas públicas. Mais rápido do que a própria sombra, tem conseguido, ano após ano, bater as metas que fixa. E o mais provável é que o volte a fazer este ano e até há quem acredite que chegue a 0%. Números que, conjuntamente com o programa de compra de dívida do Banco Central Europeu (BCE), têm permitido ao Estado português financiar-se a taxas de juro historicamente baixas e sair de ‘lixo’ em duas das principais ratings mundiais. Falta apenas a Moody´s para Portugal fazer o pleno.

Nem sempre é fácil perceber qual o verdadeiro impacto destes acontecimentos no mercado e, claro está, no bolso dos portugueses que anualmente pagam mais de €7000 milhões em juros com os seus impostos. O FMI fez as contas e decompôs a fatura em duas partes: a parcela correspondente à taxa de juro sem risco (uma espécie de valor base que depende do nível geral de taxas de juro) e a que resulta do risco específico português (spread). E os resultados não deixam grandes dúvidas. O pagamento de juros diminuiu nos últimos anos por causa do ambiente de taxas 'zero' que se vive – onde o BCE tem um papel crucial – mas também pelo menor risco que os investidores atribuem a Portugal.

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