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Expresso

As aventuras de uma empreendedora

Lavadinho não chega?

Muito se escreve e se fala de como nos devemos comportar e agir numa entrevista de emprego: chegar a horas, estar lavadinho e engomadinho, ser educado e simpático... Sim, tudo isto é importante e deve ser aplicado mas, o que leva alguém a contratar uma pessoa é muito mais do que isto.

Ana Campos

Quando vamos a uma entrevista de emprego temos de nos colocar no papel do outro. Será que nos contratávamos a nós próprios? Porque não?! - O nosso curriculum é impressionante, estudamos sobre a empresa e até sabemos o que vamos responder quando nos perguntarem quais são as nossas virtudes e quais são os nossos defeitos.

Pois é, mas mesmo assim não chega. A concorrência é muita e quase todos os candidatos respondem que são proactivos, ambiciosos, empenhados e que estão mesmo muito interessados no cargo. Depois de um entra e sai de candidatos que dizem mais ou menos a mesma coisa como sobressaímos neste dia esgotante de entrevistas aos olhos dos entrevistadores? Sobressaímos se falarmos com a alma, com o coração e com o corpo. Mostrarmos não só através das palavras mas também da expressão corporal, que estamos interessados em fazer parte do projecto, em vestir a camisola todos os dias, em investir o nosso trabalho, esforço e dedicação para o bem da empresa, querer sempre mais e melhor, crescer para e com a empresa.

Quando tudo isto é sentido os nossos olhos brilham, projectamos o corpo sobre a mesa, olhamos nos olhos do nosso interlocutor, não falamos de uma forma monocórdica e, só assim nos distinguimos dos demais porque, soubemos mostrar de facto que estamos ali porque estamos realmente interessados em fazer parte da empresa. É exactamente isto que as empresas querem sentir dos candidatos.

A dedicação e empenho que se mostra numa entrevista de emprego são uma amostra daquilo que vamos ser como colaboradores. É como se fosse um "casting de colaboradores", por isso, quem é tímido e retido emocionalmente deve treinar em frente ao espelho e recarregar as baterias de energia positiva, porque quando as empresas contratam alguém estão a pensar no investimento que vão fazer nessa pessoa e tem de valer a pena e ser rentável.