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Competitividade vertical

Maria Luísa Vasconcelos, Professora da Universidade Fernando Pessoa

"Importa baixar a despesa para nos tornarmos competitivos" ... Saibamos nós o que fazemos e em cada tarefa torna-se exigível esta biunívoca relação inversa, mas também perversa.

Senão, vejamos!

Qual o alcance do desperdício com a política não política? Porquê a "competência" política descontinuada em sectores onde a directriz deveria ser a qualidade permanente? Como está a eficiência da Justiça? Quem/o quê impede a concretização de condições melhores/ideais punindo e corrigindo a demora nas soluções? Quem promove a qualidade na formação escolar e quem verifica essa qualidade? Quem se estabelece em elevados patamares de despesa tão fundamentais e estruturantes como a saúde e a mutualidade? Em que dezena pára a percentagem de agravamento de custos de obras por erros de projecto? Onde está a qualidade nos quadros intermédios de qualquer acção? E se existe, não se perderá por falta de coordenação, acompanhamento e exigência contínua das tutelas?

E o perverso surge então!

Porquê a atribuição de culpa (leia-se salários baixos ou a sua redução directa ou indirecta) à base de sustentação desta pirâmide de esforço, se não chega até ela a estratégia, o rigor, a informação, a formação?

Por que não o reconhecimento (e a correcção) de que a montante não se certifica a competitividade?

Talvez seja urgente repensarmo-nos.

Não deixes para hoje o que podes fazer agora.

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Este texto é da inteira responsabilidade do autor e da entidade representada.