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Adequação ao meio em tempo de crise

António Palma dos Reis, Professor Catedrático do ISEG

De todas as crises têm surgido alguns vencedores, indivíduos ou organizações que, em ambiente de crise, identificam as janelas de oportunidade e, assim como um navio em dois bordos de bolina cerrada progride contra o vento, estes avançam para o sucesso aproveitando  as oportunidades que a crise lhes proporciona.

Nestas circunstâncias, o custo dos recursos produtivos tende a ser moderado pela lei da oferta e da procura, como é o caso do petróleo e dos seus derivados, tornando-se possível produzir a custos mais moderados do que no passado recente.

É também possível, desde que se consiga assegurar a manutenção da estrutura em questão, seja ela um individuo, uma família ou uma organização, desenvolver actividades conducentes à criação de um valor a disponibilizar no futuro, como é o caso dos trabalhos para a própria empresa ou da investigação e desenvolvimento de novos produtos ou serviços.  Para os indivíduos, este investimento  para a criação de um valor futuro pode passar pela formação sempre que a actividade produtiva facturável de imediato permita algum tempo disponível para investir nessa formação.

Assim, independentemente do meio envolvente ser mais ou menos favorável, cumpre-nos planear e executar o melhor desempenho alcançável pois, ao que tudo indica, Darwin teria todo o fundamento ao considerar que o sucesso decorre da melhor adequação ao meio envolvente.

 António Palma dos Reis   

Este texto é da inteira responsabilidade do autor e da entidade representada.