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Expresso

Economista poeta

Nova quebra da palavra

A Sonaecom quebrou pela segunda vez a sua promessa relativamente à oferta que faz de compra da PT.

Primeiro, disse que não subia o preço acima dos 9,5 euros e que a operadora nem sequer valia isso. Subiu para 10,5 e garantiu de imediato que seria a sua última proposta. Pediu, inclusive, à CMVM para confirmar que já não poderiam alterar as condições oferecidas até á realização da assembleia geral de 2 de Março.

Ontem, Paulo Azevedo alterou a sua posição e promete distribuir 5700 milhões de euros em dividendos até 2010, respondendo assim á contraproposta que a administração da PT tinha apresentado.

O grande problema é que a versão portuguesa diz uma coisa. A versão inglesa da nova oferta da Sonaecom é que tudo o que promete fazer será feito, mas depois de pagar a dívida que entretanto será contraída para a operação – e que, só será cumprida, se houver condições para o fazer. Ora isto é o mesmo que dizer a alguém que lhe daremos dois milhões de euros se ganharmos o Euromilhões.

Entrámos, claramente, na fase do vale tudo. É, como alguém bem disse, um jogo de vida ou morte e não apenas um simples negócio.

Nicolau Santos,

Director-Adjunto