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Matemática

Parecer da SPM sobre o Exame Nacional de Matemática do Ensino Básico - 3.º ciclo, 2.ª chamada

Sociedade Portuguesa de Matemática

A 2.ª chamada do Exame Nacional de Matemática do 3.º ciclo hoje realizada tem um grau de dificuldade inferior ao da 1.ª chamada do passado dia 18 de Junho. Esta prova não tem os aspectos positivos referidos no nosso parecer desse dia e continua a sofrer de muitas das lacunas que temos vindo a apontar, em geral, nos exames nacionais.



O exame cobre grande parte da matéria do 3.º ciclo. Como aspecto positivo, as questões de geometria desta prova adequam-se melhor aos objectivos deste ciclo de estudos do que as da 1ª chamada. No entanto, há áreas estruturantes que não são verdadeiramente avaliadas, como por exemplo os sistemas de equações e os números reais. A área de probabilidades é avaliada a um nível de complexidade bastante inferior ao da 1.ª chamada.



Esta prova avalia muito pouco o domínio dos procedimentos e a capacidade de aplicação dos algoritmos. Tal como na prova da 1.ª chamada, cerca de 30% da cotação do exame (questões 1, 4, 7, 8.1, 10 e 12.1) corresponde a questões de resposta imediata, o que nos parece excessivo. A questão 6 teria algum interesse se os alunos não usassem máquina de calcular. Tal como está, apenas testa a capacidade de usar a calculadora.



Ao contrário do enunciado da 1.ª chamada, esta prova representa um passo atrás no sentido de se vir a alcançar um nível adequado nos Exames Nacionais de Matemática do 3.º ciclo. Vale a pena lembrar que este exame é também o realizado pelos alunos retidos no 8.º ano com vista à conclusão do Ensino Básico e eventual passagem directa para o 10.º ano. Com o fraco grau de exigência que tem, uma classificação positiva nesta prova não garante o mínimo de preparação matemática necessária para ingressar no Ensino Secundário.

O Gabinete do Ensino Básico e Secundário da Sociedade Portuguesa de Matemática