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Ver através da língua (vídeo)

Reconhecer objectos estimulando a língua com impulsos eléctricos é um dos últimos avanços no combate à cegueira com tecnologia de ponta. (Veja no final do vídeo a rubrica Global Net, uma parceria editorial do Falar Global com o Expresso)

Revolução na vida dos cegos

Craig Lundberg ficou totalmente cego durante a guerra do Iraque. Três anos depois de perder a visão, este soldado inglês consegue finalmente reconhecer objectos através de um aparelho que estimula a língua com impulso eléctricos. 

 O Brainport foi desenvolvido nos Estados Unidos e permite alterar por completo a vida de um cego. O sistema  transforma imagens em impulsos eléctricos, através de uns óculos com uma câmara incorporada. Os estímulos são sentidos na língua, através de uma placa de metal que, na ausência de paladar, permite ao cérebro reinterpretar os estímulos permitindo uma sensação de visão. Assim, até escalar uma parede deixou de ser problema mesmo para quem não vê!  

Retina Artificial

Os implantes de retina artificial representam outro tipo de tratamento. Tal como no caso anterior, implica o recurso a uma câmara, que envia as imagens para  o cérebro, através do nervo óptico ou através da excitação directa do cérebro. Para casos de cegueira profunda, os estímulos terão de ser implantados directamente no Cortex Visual, com todos os riscos que uma intervenção cirúrgica ao cérebro acarreta. "São soluções mais complexas e que têm mais risco mas que têm uma probabilidade de sucesso maior porque se intervenciona a zona que sabemos ser dedicada ao sistema visual", explica um investigador.  

O Cortivis é o protótipo de uma tecnologia que irá permitir ver através de uma retina artificial que envia informação para um implante no cérebro. Foi desenvolvido em Portugal, em parceria com instituições internacionais, e pretende aperfeiçoar o sistema estabelecendo ligações sem fios, reduzindo assim os riscos de infecção.

Pedro Tomás, do INESC-ID explica que, "O facto de não haver uma ligação física entre a parte interior e a parte exterior é fundamental pois é uma fonte de infecções".   

Esta tecnologia já foi testada em animais. Quanto a uma possível experiência em humanos, os investigadores não têm, por enquanto, qualquer previsão, tendo em conta que primeiro se têm de ultrapassar os procedimentos legais, de modo a que as experiências se possam realizar em segurança.

Medicina subaquática

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