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Por favor, siga aquela anca! (vídeo)

Mais de mil portugueses que recebem próteses de anca voltam ao hospital com complicações. Investigadores do Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial podem vir a mudar este cenário. (Veja no final do vídeo a rubrica Global Net, uma parceria editorial do Falar Global com o Expresso)

Investigadores portugueses estão a desenvolver um dispositivo médico inovador para acompanhar, em tempo real, o comportamento das próteses de anca. Esta solução poderá no futuro acabar com as complicações pós-cirúrgicas e devolver a qualidade de vida a cerca de um milhão de pessoas na Europa e nos Estados Unidos da América.

Estima-se que em Portugal cerca de 12 mil pessoas recebam próteses de anca por ano. Mas quase 13% volta ao hospital por causa de complicações, que poderão implicar uma nova cirurgia para rever ou até substituir os implantes.

Para resolver alguns dos problemas que obrigam muitos pacientes a uma segunda operação, investigadores do INEGI - o Instituto de Engenharia Mecânica e Gestão Industrial - estão a desenvolver o "Smart Hip". Esta "anca inteligente" é um dispositivo tecnológico com sensores que vão conseguir monitorizar o comportamento do implante no osso e detectar algum problema de uma forma precoce. "A ideia base seria colmatar um pouco as deficiências que existem ao nível do diagnóstico que identificam a falha do implante de anca mas de uma forma muito tardia," explica Clara Frias, a investigadora do INEGI responsável pelo projecto.

Diminuir complicações pós-cirúrgicas

Com este dispositivo, a substituição de um implante que implica uma segunda cirurgia poderá vir a diminuir, já que os sensores irão enviar a informação, através de tecnologia sem fios, para o médico que pode rapidamente adequar os procedimentos. Actualmente um dos problemas mais comuns é o desgaste que as próteses metálicas exercem no osso. "O que se verifica nestas próteses é que boa parte do osso, cerca de 30%, em poucos anos fragiliza-se" garante André Vieira, também investigador do INEGI. Neste caso, o sistema estará preparado para resolver o problema apenas com uma ordem do médico, uma vez que o dispositivo conseguirá, através de micro-vibrações, estimular o crescimento ósseo.

O conceito já foi comprovado em testes celulares e vai agora ser testado em animais vivos. Os investigadores acreditam que dentro de cinco ou seis anos este dispositivo vai reduzir os riscos associados à cirurgia e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Este projecto foi um dos vencedores do programa COHiTEC, que apoia o conhecimento produzido em instituições de investigação e desenvolvimento na criação de empresas de base tecnológica.

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