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O inferno dos vírus informáticos (vídeo)

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É na rede que os vírus informáticos se alimentam e todos os equipamentos com ligação à Internet correm perigo; o telemóvel é igualmente alvo de vírus s que se escondem algures no nosso software, à espera da hora ideal para atacar.

Actualmente existem mais de um milhão de vírus a circular em todo o mundo e só no primeiro semestre de 2008 estas viroses electrónicas aumentaram 43%. Alojam-se em silêncio nos nossos computadores e equipamentos e da mesma forma que o cavalo de Tróia atacou de surpresa, também os vírus se introduzem, danificando sistemas de bases de dados, copiando passwords pessoais e deixando um rasto de infecções.

Chegam até nós por e-mail, em forma de SPAM ou pelas nossas listas de contactos pessoais. São facilmente confundidos com publicidade inofensiva ou até mesmo com postais electrónicos com votos de feliz Natal.

Mas afinal quem lucra com estas viroses informáticas?

Os autores são motivados por questões políticas, por pura maldade ou para prejudicar a concorrência. Para travar estes ataques há que pensar como o inimigo e algumas empresas chegam mesmo a contratar piratas informáticos para testarem os softwares de segurança. Prejudicar o funcionamento de uma organização é facilmente conseguido, quando uma série de utilizadores acede a um determinado serviço online ao mesmo tempo. O tráfego fica congestionado e o serviço entra em ruptura. Foi exactamente um ataque de negação de serviço que infectou o sítio do MySpace. O vírus "acima de tudo o Samy é o meu herói" infectou mais de um milhão de contactos em 20 horas, provocando o encerramento do MySpace durante três dias.

Para as empresas, os prejuízos podem ser bastante elevados. Instalar uma nova firewall pode custar entre 25 a 50 mil euros e para um antivírus as empresas contam com mais alguns milhares.

Estes programas infectados viajam facilmente pela rede e em poucas horas percorrem milhares de quilómetros. A Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) tem uma equipa especializada na prevenção deste tipo de vírus e sabem, através de parcerias a nível mundial, quando um vírus está prestes a chegar a Portugal. Nessa altura "conseguimos preparar os nossos sistemas para que quando o vírus chegar já não cause incidentes" assegura Pedro Veiga, presidente da FCCN, garantindo que "os desafios de segurança informática são cada vez maiores, mas existem tecnologias que, quando devidamente aplicadas, permitem um nível de protecção muito elevado dos computadores, mas não a 100% porque não há soluções 100% seguras".

Da mesma forma que devemos proceder para evitar constipações e doenças mais graves, devemos também acautelar a protecção de computadores e telemóveis tentando, cada vez mais, não abrir a porta a estranhos...

O programa "Falar Global" é desde já um produto de grande adesão que ao longo dos tempos tem abordado na SIC Notícias - e agora também no site Expresso -, o papel das tecnologias na vida dos cidadãos. Essas repercussões têm tido o privilégio de contar com o interesse crescente de todos os que semanalmente nos acompanham, certamente consequência da geometria variável das múltiplas vertentes apresentadas, sempre de forma independente e critica.

Olhar em redor e sentir o pleno direito de participar na tão proclamada "Sociedade da Informação" não só é um direito mas também um dever de cidadania de todos pelo que aqui lançamos o convite: o envio de sugestões de temas que possam ser abordados no "Falar Global", sempre numa dimensão de base tecnológica, o denominador comum do programa.

Contamos consigo e acreditamos que através da sua colaboração, poderemos levar o "e-mail a Garcia", através do endereço:falarglobal@sic.pt

Reginado Rodrigues de Almeida

Falar Global na SIC