Siga-nos

Perfil

Expresso

Falar Global

Harvard e Portugal juntos no combate à artrite reumatóide (vídeo)

A artrite reumatóide é um drama sem cura que afecta mais de 40 mil pessoas em Portugal. Saiba como investigadores portugueses, com o auxílio da escola médica de Harvard, tentam descobrir o medicamento mais adequado a cada caso. (Veja no final do vídeo a rubrica Global Net, uma parceria editorial do Falar Global com o Expresso)

A Artrite Reumatóide (AR)1 é um drama que afecta cerca de 40 mil portugueses. Não se conhecem as causas desta doença sem cura e os tratamentos que existem não actuam em todos os doentes. Para tentar descobrir uma resposta mais abrangente, investigadores portugueses, com o auxílio da escola médica de Harvard, tentam descobrir o medicamento mais adequado a cada pessoa. 

Apesar desta doença inflamatória incidir maioritariamente nas articulações, podendo mesmo levar à sua destruição, pode ainda afectar vários órgãos diferentes em cada pessoa. Mesmo não se conhecendo a causa, já se sabe como actua: "É uma doença do sistema imunitário, isso quer dizer que o sistema imunitário ataca-se a si próprio, ou seja, quando uma pessoa tem uma gripe, o que acontece é que o sistema produz "guerreiros" para o defender, no caso da AR o que acontece é que o sistema pensa que há alguma coisa a atacá-lo e então reage contra si próprio", explica Sandra a quem foi diagnosticada a doença há mais de dez anos.  

A importância de tratar a AR

Helena Canhão, médica reumatologista do Hospital de Santa Maria (HSM) e investigadora do Instituto de Medicina Molecular (IMM) garante que é muito importante tratar a AR "Porque é uma doença crónica, ou seja, dura a vida inteira, não há cura e como há inflamação permanente e persistente, vai havendo uma degradação das articulações, uma destruição, e as pessoas ficam cada vez mais incapacitadas. E como isso é permanente ao longo da vida é preciso usar medicamentos que parem e sustenham essa inflamação, e só parando a inflamação é que nós conseguimos parar a destruição nas articulações."  

Medicamentos biológicos

Estes medicamentos são capazes de travar alguns passos específicos da inflamação e, nos últimos anos, a par de outros desenvolvimentos, têm-se revelado bastante eficazes. João Ribeiro da Silva, um dos reumatologistas do HSM garante que "Hoje em dia, felizmente, devido a alguns meios que dispomos e uma rede hospitalar já adequada, temos tido casos muito menos graves como se observava no passado, já não temos aquelas grandes incapacidades, as pessoas têm uma vida activa, conseguem manter-se na sociedade, no mercado de trabalho e portanto temos tido ao longo destes anos recentes bons resultados a uma terapêutica e um diagnóstico precoce."  

Harvard e Portugal unidos

Apesar dos progressos, só num terço dos casos é possível travar a progressão da doença. Porquê, ninguém sabe, mas é precisamente isso que os investigadores do Instituto de Medicina Molecular pretendem desvendar num projecto conjunto com colegas da Escola Médica de Harvard. Os investigadores, portugueses e norte-americanos, vão comparar os doentes que respondem ao tratamento com os que não respondem para perceberem se há diferenças genéticas entre uns e outros. Essas diferenças poderão ser dados vitais para no futuro se encontrar tratamentos mais adequados a cada paciente.

Cancro do esófago

Como podem as tecnologias minorar este problema?

Veja na SIC Notícias: