Siga-nos

Perfil

Expresso

Falar Global

Avanços na medicina hiperbárica reduzem perigo dos mergulhos (Vídeo)

Nova câmara hiperbárica da Marinha, totalmente medicalizada, permite avanços inéditos no tratamento de doentes em estado crítico. (Veja no final do vídeo a rubrica Global Net, uma parceria editorial do Falar Global com o Expresso)

Mergulhar até aos 80 metros de profundidade pode implicar riscos elevados. A subida à superfície é tão ou mais arriscada quanto a descida e os acidentes de descompressão são uma das maiores ameaças à vida dos mergulhadores. Ocorrem quando o organismo é invadido por bolhas de azoto que podem provocar falhas ao nível vascular ou neurológico, muitas vezes, com consequências fatais. As terapias por oxigenação hiperbárica são utilizadas para reverter muitos destes quadros clínicos. O tratamento consiste em simular, numa câmara, uma pressão ambiente superior à pressão atmosférica mantida ao nível do mar, precisamente aquela onde nos encontramos, para conseguir dissolver as bolhas de azoto que se formaram no organismo. Muitas vezes os mergulhadores podem ter de permanecer entre cinco a oito horas seguidas dentro da câmara, a inalar oxigénio puro.

Centro de Medicina Subaquática e Hiperbárica da Marinha

Anualmente são registados cerca de 120 ocorrências, em regime de urgência, por intoxicação de monóxido de carbono. Nestes casos bastará um único tratamento, de cerca de hora e meia, para expulsar este gás que se instalou no sangue e que se não for devidamente tratado, pode originar complicações a médio e longo prazo, como exemplifica o médico director do Centro de Medicina Subaquática e Hiperbárica, Albuquerque e Sousa: "As manifestações consistem em tremores, descoordenação motora, perturbações de memória e cognitivas, portanto, há uma deterioração das funções intelectuais". Esta terapia é ainda complementar no tratamento de doenças crónicas, onde os pacientes são submetidos a tratamentos diários, que podem demorar entre três a seis meses. Das patologias mais referenciadas surgem: a surdez súbita, o pé diabético, e as úlceras crónicas. Representa ainda uma excelente ajuda para acelerar o processo de cicatrização em casos pós-cirúrgicos, e igualmente em doentes oncológicos. "É muito útil no tratamento das complicações associadas à exposição de doentes oncológicos a radiações e aí poderá ser útil o tratamento complementar com oxigénio ou terapia hiperbárica", acrescenta Albuquerque e Sousa.

Muito mudou desde que o Hospital da Marinha adquiriu a primeira câmara hiperbárica mas só recentemente, e graças à tecnologia, é que é possível tratar doentes em estado crítico, desde que se adquiriu uma câmara tecnologicamente mais evoluída totalmente medicalizada, apetrechada com um ventilador adaptado ao ambiente hiperbárico, com bombas difusoras para administração de medicamentos por via intravenosa.

Para além das duas câmaras que funcionam no Centro de Medicina Subaquática e Hiperbárica, Portugal conta ainda com uma câmara no Hospital Pedro Hispano em Matosinhos, e outra no Hospital do Funchal.

A malária foi erradicada em Portugal por volta de 1950

Mas no resto do mundo continua a matar mais de um milhão de pessoas todos os anos

Veja na SIC Notícias: