Siga-nos

Perfil

Expresso

A alternativa

O país está confrontado com um conjunto de problemas estruturais que exigem uma resposta à altura para a sua resolução.

A precariedade que afeta milhares de trabalhadores no nosso país, os baixos salários, as dificuldades que persistem no Serviço Nacional de Saúde, nos transportes públicos e na generalidade dos serviços públicos, as carências na Escola Pública, ou o baixo nível de investimento público são alguns exemplos.

Problemas que o atual Governo continua a não dar resposta. Problemas que são consequência da política de direita prosseguida por sucessivos Governos e que o atual Governo PS não rompeu.

É verdade que se iniciou um caminho de reposição de direitos e rendimentos que já possibilitou a reposição dos salários cortados e que agora se discute um aumento salarial na administração pública, a reposição dos feriados, a reposição do horário de trabalho de 35 horas, o aumento extraordinário das pensões, o reforço do abono de família, a progressiva gratuitidade dos manuais escolares, entre outros, que muito devemos valorizar, porque resulta da luta dos trabalhadores e do povo e da intervenção do PCP; mas é igualmente verdade que há grandes limitações devido às opções políticas do PS e da sua submissão às imposições da União Europeia que estão a impedir o nosso desenvolvimento, o investimento público e a resolução dos problemas estruturais.

Foi importante a derrota de PSD e CDS e o seu afastamento do Governo. A nova fase da vida política nacional permitiu criar melhores condições para a continuação da luta pela rutura com a política de direita e por uma verdadeira política alternativa.

Uma política alternativa patriótica e de esquerda que não só dê resposta aos graves problemas nacionais, mas que também assegure o desenvolvimento do país e a elevação das condições de vida e de trabalho dos portugueses.

A política alternativa que é necessária não é abstrata, muito pelo contrário, assenta em opções políticas muito concretas, onde a soberania e independência nacionais, a garantia dos direitos, a prestação de serviços públicos de qualidade e o interesse nacional têm lugar.

Persiste a redução da capacidade produtiva, como não faz sentido que desde 2007 se tenha pago 72 mil milhões de euros em juros da dívida e nos próximos cinco anos se estime que se pague mais 35 mil milhões de euros, quando há necessidades de investimento na produção e nos sectores produtivos, nas funções sociais do Estado e nos serviços públicos.

Defender o interesse nacional, defender o desenvolvimento do país, reduzir a dependência externa passa por uma política alternativa que invista na indústria, na agricultura e na pesca, incrementando a produção nacional e criando emprego com direitos. Passa igualmente pelo controlo público de sectores estratégicos da economia e pela redistribuição da riqueza criada, em particular através da valorização de salários e pensões.

A garantia das funções sociais do Estado e a prestação de serviço público com qualidade constitui um eixo fundamental da política alternativa.

A vida coletiva mostra que é o povo que determina o rumo do país. Os avanços e as conquistas resultaram da luta e da intervenção dos trabalhadores e do povo.

Não adivinhamos o futuro, mas uma coisa é certa – a luta dos trabalhadores e do povo continuará!