Siga-nos

Perfil

Expresso

É preciso topete

Leis especiais contra Silva Carvalho e Jardim Gonçalves por favor

Paulo Gaião

Não se compreende que o império da  lei sirva hoje para cortar salários, extinguir subsídios de férias e de Natal, por em causa pensões de reforma e depósitos bancários e o mesmo império da lei não impeça que ex-espiões do SIS como Silva Carvalho tenham direitos adquiridos que lhes asseguram contrato permanente na Função Pública e entrada directa na Presidência do Conselho de Ministros.

Como não se compreende que pela força da lei não se corte a fundo uma pensão de reforma de 174.853.83 euros por mês do  ex-presidente do BCP, Jardim Gonçalves, em que nem a contribuição especial de solidariedade consegue dar desbaste a sério.  

Ou os salários dos administradores da banca portuguesa, em que os mais baixos  rondam os 20 mil euros por mês (como deu a entender há pouco tempo Filipe Pinhal).

Ou os de quadros públicos que continuam a auferir mais que o Presidente da República.

Ou os de gestores públicos e privados como António Mexia, que ganha cerca de 60 mil euros por mês na EDP e Eduardo Catroga cerca de 45 mil.                 

Se o executivo não tem coragem para legislar e combater a imoralidade, então que se governe por referendo, como fazem os suíços.

Estes, ainda há um mês aprovaram, em consulta popular, uma redução dos salários dos gestores, impondo-lhe limites salariais....

É uma lei especial, como as que são cá precisas contra Silva Carvalho e Jardim Gonçalves.