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Passa por mim na Assembleia (mas não lhe leves o meu olhar): a opinião de Pedro Santos Guerreiro sobre o caso Silvano

Uma vergonha é uma vergonha, seja ela respondida em português, em alemão ou em mandarim. As ausências assinadas de José Silvano no Parlamento são tão simples de censurar como fácil é esmagar um mosquito na parede. Partamos dessa facilidade e falemos do frigorífico de Rui Rio

Poucas pessoas saberiam dizer o nome do secretário-geral do PSD antes desta semana. É um homem discreto, sempre o foi, e parece levar tão longe a vontade de não dar nas vistas que nem em reuniões em que marca presença ele é avistado. Não é um dom, é falta dele: se fosse ubíquo não seria iníquo.

Em dois dias do mês passado, alguém por José Silvano usou a sua palavra-chave e registou a sua presença no Parlamento a horas em que ele lá não estava. Silvano diz que não sabe quem nem porquê – mas disse o para quê. Porque “faz questão”, questão de aparecer nem que seja para desaparecer. Depois, mudou de assunto: que não, não é por dinheiro, não é pela “diária” de 69 euros paga a deputados deslocados. A Assembleia da República investigou, a Procuradoria-Geral da República admite investigar e Silvano acha muito bem que assim seja, mesmo que o que esteja em causa sejam regras e ética. Mas o cúmulo ainda estava para vir.

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