Siga-nos

Perfil

Expresso

Keynesiano, graças a Deus

Bruno de Carvalho e Passos Coelho: extraordinárias coincidências

Nicolau Santos

Nicolau Santos

Diretor-Adjunto

O Sporting elegeu sábado o seu 42º presidente. Como Pedro Passos Coelho, Bruno de Carvalho chega à presidência do clube de Alvalade, beneficiando da interrupção do mandato do anterior titular do cargo.  

Como Pedro Passos Coelho, o mandato do anterior titular do cargo ficou a meio: apenas dois anos contra os quatro para que tinha sido eleito. 

Para chegar a presidente, Bruno de Carvalho contou com o cumplicidade ativa do presidente da assembleia geral do Sporting, Eduardo Barroso. Passos Coelho também teve uma ajuda de outro presidente. 

Como Passos Coelho, Bruno de Carvalho chega à presidência de um clube em estado de emergência financeira. Vai ter de fazer um acordo de saneamento financeiro com a banca e comprometer-se seguramente com algumas condições que terá de respeitar. 

Como Passos Coelho, Bruno de Carvalho não chegou à presidência do Sporting à primeira. Foi à segunda, como Passos. E para chegar onde chegou teve de contar com o afastamento das elites leoninas da batalha pela presidência. Passos também contou com a ausência dos barões do PSD quando chegou a líder do PSD. 

Para já, as comparações ficam por aqui. Passos está conduzir o país ao reequilíbrio externo e ao desastre interno. Bruno de Carvalho tem a tarefa de voltar a colocar os leões no caminho dos títulos. E tem de afastar os receios dos que pensam que ele pode ser a versão leonina de João Vale e Azevedo, o que seguramente provará.

Em qualquer caso, como ele sabe melhor que ninguém, está aberto o precedente. Se as coisas correrem mal, daqui a dois anos um grupo de sócios exigirá eleições antecipadas. Um risco que, obviamente, Pedro Passos Coelho não corre.