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Expresso

A Europa desalinhada

Ryanair voa à custa de subsídios

A Ryanair goza de enormes subsídios, em 200 ou mais aeroportos regionais da Europa.

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Para raiva da Lufthansa e gáudio da Ryanair, os cidadãos da cidade alemã de Luebeck votaram recentemente a favor da manutenção de subsídios do poder local para escalas no seu aeroporto (chamado de Hamburgo, pela Ryanair), pelo menos por mais dois anos. A linha aérea alemã tinha exortado os habitantes para que pusessem creches, escolas e hospitais à frente da transportadora irlandesa.



Para a Lufthansa, este é apenas um de 200 aeródromos regionais da UE de que a Ryanair se serve para recolher centenas de milhões daquilo a que chama "subsídios questionáveis", directamente para o seu balanço. Como diz um porta-voz da linha aérea alemã: "se todos os subsídios e apoios de aeroporto pagos à Ryanair fossem cortados, a sua situação económica seria muito diferente".



Os jornais franceses mencionam verbas que variam entre 35 milhões de euros só para França e 660 milhões de euros em toda a UE, para referir o valor dos subsídios que a Ryanair reúne. Até que as investigações da UE sobre a alegada ilegalidade dos subsídios estejam concluídas, só um montante pode ser confirmado: os 35 milhões de euros de subsídios à Ryanair descobertos por auditorias levadas a cabo em diversos aeroportos franceses controlados por autoridades locais. Os resultados são representativos, dizem a Lufthansa e a Air France/KLM, da forma como a Ryanair é beneficiada em muitos dos 200 ou mais aeroportos regionais da Europa.