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Expresso

A Europa desalinhada

Obama, o vídeo-aliado

O "Le Monde" fala numa relação à distância entre o Presidente Barack Obama e a Europa, gerida por videoconferência.

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"Queremos ser ouvidos, escutados, que haja uma reflexão conjunta!" Estas palavras de Nicolas Sarkozy, perante estudantes da Universidade de Columbia, em Nova Iorque, no final de Março, véspera do seu jantar com Barack Obama, expressavam em voz alta o que muitos dos líderes europeus pensam do primeiro Presidente norte-americano a descrever-se como "do Pacífico". Eram o protesto de aliados que se sentem negligenciados.

Em compensação, omitiam que, cinco dias antes, os europeus tinham escutado atentamente o Presidente norte-americano. Mas em videoconferência e apenas um grupo restrito. Barack Obama tomou a iniciativa, em final de 2009, de criar um novo formato, designado pelos diplomatas como "Quadrilateral de Chefes de Estado". "Quadrilateral", porque são quatro Estados: Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha.

Por meio de um ecrã, esta "quadrilateral" reúne, em princípio uma vez por mês, Barack Obama, Nicolas Sarkozy, Gordon Brown (ou o seu sucessor) e Angela Merkel. Trata de um largo espectro de processos difíceis, como o Irão, o Afeganistão, o Médio Oriente, o G-20 ou a regulação financeira. A "quadrilateral" não é uma novidade, existia já desde o fim da Guerra Fria, mas a um nível diplomático mais subalterno, em geral o de dirigentes políticos dos ministérios dos Negócios Estrangeiros. Agora, transformou-se num minidirectório, um grupo de contacto que envolve os dirigentes europeus susceptíveis de contribuir para a resolução dos problemas que Obama enfrenta.