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Expresso

A Europa desalinhada

Islandeses voltam costas à União Europeia

O povo encara com cepticismo a abertura de negociações de adesão. Há um ano, a Europa era vista como solução para todos os males.

Pedro Cordeiro

Pedro Cordeiro

Editor da Secção Internacional

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A 17 de Junho os Vinte e Sete, reunidos em Bruxelas num Conselho Europeu, deram luz verde à abertura de negociações de adesão com a Islândia. Não obstante, comenta Le Figaro,  "se, entre os europeus, o apoio é 'sólido' a favor de Reiquejavique, na Islândia a UE está longe de gozar de unanimidade". No auge da crise que pôs a sua economia de rastos, no final de 2008, os islandeses viam na UE uma bóia de salvação. Mas hoje, escreve o diário parisiense, "sem que esteja resolvido o contencioso entre Londres e Haia a propósito do banco Icesave, os islandeses são muito mais reservados: mais de 60% votariam contra uma eventual adesão". Pior, continua Le Figaro, "segundo uma sondagem recente, 57% dos islandeses defendem a retirada da candidatura à UE! Um grupo de deputados de vários partidos acaba de entregar no Parlamento uma moção nesse sentido. Para dois terços da população, os 990 milhões de coroas [6,2 milhões de euros]dedicados ao processo de adesão seriam mais úteis noutras coisas..."