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Expresso

A Europa desalinhada

Baltazar Garzón "exila-se" em Haia

O super-juiz espanhol pediu licença sem vencimento para dar consultoria no Tribunal Penal Internacional

Helder C.Martins

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Alvo de um processo judicial por alegado abuso de poder numa investugação sobre o franquismo, o magistrado-vedeta espanhol pediu uma licença sem vencimento para trabalhar como "consultor externo" no Tribunal Penal Internacional (TPI). Segundo o "Público", o juiz, acusado de abuso de poder durante a investigação sobre os abusos do Franquismo, "está condenado ao exílio". O diário espanhol precisa, no entanto, que a transferência "temporária" não deverá interferir no andamento do processo. "Garzón foge para Haia para não ser suspensos de funções", notícia, por seu lado, o "El Mundo". Desde sempre hostil a Garzón, o jornal diz que o juiz "lança, assim, o descrédito sobre o TPI", acusando-o de ser "um virtuoso das cortinas de fumo" e de querer "desviar as atenções dos debates".